
(Envolvido, ele adormece por alguns instantes. Quando acorda, já está sozinho. Aflito, percorre o pátio em busca dela. Nada encontra, então ele se põe a caminhar pela rua. Chove, mas ele parece não perceber. Ao fim da rua, ele a avista, ao longe. Ela caminha lentamente, olhos fixos no horizonte. Ele corre até ela.)
_ Prá onde é que tu tá indo? Por que saiu sem me avisá?
_ Discurpa, eu num ia tê coragi de me despedi, intão resolvi pegá a estrada enquanto tu dormia.
_ E se num tinha nem coragi pra isso, por que é que tu quis ir embora? Eu tava cuidando bem de tu, num tava? Tu tava protegida, ninguém ia te incomodá.
(ela sorri levemente)
_ Eu sei que tu me recebeu bem, mais num era pra eu continuá ali. Num era meu lugar e quanto mais eu ficasse, mais ruim ia sê saí dali.
(...)
_ E pra onde é que tu vai agora?
_Ah, eu me viro.
(...)
_ Posso ir contigo?
_ Tu tá doido, ômi?
_ Num tenho nada que me segure aqui... Eu sempre quiz vê o que tem no mundo.
_ E se tu se arrepende?
_ Eu tenho pra ondi vortá.
_ É impressão minha, ou tu nunca mais vai largá de mim?
_ Eu só tô é arrumando um jeito de ficá pra sempre contigo. Se duvidá, até te convenço a se casá cum eu.
_ Disso eu duvido mermo! Num vô casá, é nunca!
2.1.07
Brincando de Amarelinha (6)
Posted by Fernanda at 5:19 PM
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2 Comments:
Se eu não te conhecesse, duvidaria q a história é escrita por você.
é simplesmente mto boa..
Pena que são tão curtas, e o gosto de "quero mais" e sempre grande.
te amo.
Se eu não te conhecesse, duvidaria q a história é escrita por você.
é simplesmente mto boa..
Pena que são tão curtas, e o gosto de "quero mais" e sempre grande.
te amo.
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