Anos dourados (composição: Tom Jobim/Chico Buarque)
Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor 
Me vejo a teu lado
Te amo?Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
26.9.05
uma canção e uma saudade
Posted by Fernanda at 5:50 PM 1 comments
25.9.05
Amor
Posted by Fernanda at 5:17 AM 1 comments
15.9.05
Anestésico
_ Não é incrivel como a internet é capaz de aproximar as pessoas? Você vive no seu mundinho e pensa que só você é assim e por isso fica se achando a pessoa mais estranha do mundo... Então um dia você entra na rede e descolbre que no mundo exite muita gente que se sente exatamente como você.. Você descobre que na verdade nunca esteve sozinho...
_Não... Com o passar do tempo você descobre que a internet não é capaz de diminuir a solidão, que nenhum artifício é capaz de fazer com que o vazio se torne menor, e que nada substitui um olhar, um toque, um abraço, um sorriso...
_ Mas então o que você fica fazendo tanto tempo conectado?
_ Eu fico me anestesiando.
(...)
Uma outra dose. Será a ultima, promete. Desta vez tem que ser a ultima.
Tudo o que ela queria era poder não sentir. Mesmo que a escolha por não sentir dor faça com que ela também não conheça o prazer. Aceitaria todos os entorpecentes, todos os anestésicos.. Tudo.
Cansada do torpe solitário, ela sai a procura de um alguém, um qualquer alguém que possa fazer com que o vazio pareça menor. Então ela dança. Lúbrica: envenena ao primeiro olhar. Logo já está nos braços do estranho dos olhos claros (ou seria efeito da luz?). E ela se faz dele, impudentemente... Num amor suicida, consagra seu corpo àquele alguém sem nome.
E por um instante ela tem tudo. Para no minuto seguinte não ter mais nada. A noite não poderia durar para todo o sempre. O que é bom dura pouco, não é isso que costuma-se dizer? E aquela noite, lasciva, voluptuosa, de alguma forma completa, acabou tão logo!
Ela ainda pode sentir o toque, a boca ávida que sugava seu corpo.
Vai começar mais um dia. Ainda mais vazio que o anterior.. Perto do meio dia irá reler as cartas daqueles amores perdidos. Vai querer saber o que se passa agora na vida de cada um deles... E quando sair às ruas, estará procurando um olhar que corresponda ao seu.
Chegará mais uma noite.. E ela se comportará de forma ainda mais frívola. E ao fim da noite, irá nascer outro dia.
Mas à luz do dia tudo costuma ficar bem mais difícil... É preciso levantar e encarar o espelho. E se possível, ainda reconhecer-se nele.
Posted by Fernanda at 6:28 AM 1 comments
10.9.05
Redoma de Vidro
Não poderia deixar de colocar este testinho aqui.. Eu sei que todo mundo já viu.. Mas penso que ele é o início de tudo.
A noite estava quieta, nenhum rumor na rua deserta, mas alguma coisa iria acontecer... Dentro de mim algo explodia.... Eu não Sabia o quê, mas eu sabia...
E de repente, me veio novamente aquela sensação...E como das outras vezes, eu me sentia inebriada, fascinada e inexplicavelmente feliz.
Era ela, eu sabia... Eu podia sentir sua presença.. Era uma oportunidade única, e eu não iria perdê-la. Não, eu não poderia perdê-la mais uma vez.
A primeira vez foi acidente, eu ainda me lembro bem, eu tinha então dez anos de idade. O carro, o farol, a bicicleta e o sangue. A Segunda vez, aos vinte anos, foi intencional. O vidro, os pulsos, o sangue. O pior foi acordar no outro dia.... O pior é sempre Ter que acordar.
Mas desta vez seria diferente, esta, certamente seria a última vez....Foram precisos mais dez anos, e agora eu já sabia tudo que precisava saber...Dez, vinte, trinta anos....Agora sim era a hora certa.
Eu sempre vivi nesta redoma de vidro. Apesar da luz, apesar da multidão, eu sempre estive sozinha. Vejo coisas que mais ninguém vê.. Sinto coisas que mais ninguém sente... E para não me machucar é que vivo nesta redoma. Eu não pedi para nascer, também não queria Ter nascido. Este mundo não é o "meu mundo".
Ah, e agora sinto você tão perto, tão perto como nunca senti. Eu não vou deixar você fugir, não vou deixar você passar novamente por mim.
Sim, morrer é uma arte, e nisso eu sou excepcional.
A válvula, o gás. Estou pronta... Venha a morte em vida porque morta estou... vem, toma-me em teus braços, e liberta-me.
Posted by Fernanda at 6:43 PM 1 comments
8.9.05
Tempo

Era uma vez...
Eu.. Preciso de um tempo.
Naquele tempo...
Eu pensei que isso tudo já fizesse parte do passado.
Persegue-me em cada história.
Mas está aqui!
Está mais vivo do que nunca.
Agora!
Persegue-me também na vida.
Outro dia, pode ser?
Será um ciclo?
Hoje.
Como a lua.
Por que remexer nisso tudo?
Como o fluxo sangüíneo e constante...
Por que tentar reviver o que passou?
A mulher?
Eu sempre me preocupei tanto com o futuro...
O primeiro relógio a acompanhar a morte da lua.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Hora, minuto, segundo
Não realizei nenhum dos meus planos.
Contar, contar, contar, contar, contar, contar..
Nem o meu rosto não é como eu pensei que seria.
Sempre a mesma medida: ininterrupta.
E se eu pudesse..
Enganar.
Máscara nenhuma fará com que tudo volte a ser como era.
Se o prazer pudesse ser a única medida.
Permanece o grito preso.
Se fosse possível deixar-se levar pela simples fantasia.
A teimosa angustia.
Recriar...
Qual o sentido?
A eternidade.
Posted by Fernanda at 6:15 PM 1 comments
Estive Pensando
Eu também queria ter ido embora pra Pasárgada...
Posted by Fernanda at 4:55 PM 0 comments


