8.9.05

Tempo


Era uma vez...
Eu.. Preciso de um tempo.
Naquele tempo...
Eu pensei que isso tudo já fizesse parte do passado.
Persegue-me em cada história.
Mas está aqui!
Está mais vivo do que nunca.
Agora!
Persegue-me também na vida.
Outro dia, pode ser?
Será um ciclo?
Hoje.
Como a lua.
Por que remexer nisso tudo?
Como o fluxo sangüíneo e constante...
Por que tentar reviver o que passou?
A mulher?
Eu sempre me preocupei tanto com o futuro...
O primeiro relógio a acompanhar a morte da lua.
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac...
Hora, minuto, segundo
Não realizei nenhum dos meus planos.
Contar, contar, contar, contar, contar, contar..
Nem o meu rosto não é como eu pensei que seria.
Sempre a mesma medida: ininterrupta.
E se eu pudesse..
Enganar.
Máscara nenhuma fará com que tudo volte a ser como era.
Se o prazer pudesse ser a única medida.
Permanece o grito preso.
Se fosse possível deixar-se levar pela simples fantasia.
A teimosa angustia.
Recriar...
Qual o sentido?
A eternidade.

1 Comment:

Fernanda said...

Sobre "tempo".

"Tempo" é um texto que ficou gritando nos meus ouvidos, martelando na minha cabeça. Eram muitas vozes e eu mal podia distingui-las. Escrevi conforme elas me ditaram o texto, e ficou uma vontade de vê-las dizendo-o mais uma vez.