(Ela descia a ladeira correndo o máximo que podia. Ele estava encostado na parede de uma das casas, vendo a vida passar).
_ Moço, ajuda eu, pelo amor de Deus.
_ Ajudá tu? Se tu me dissé como..
_ Pára de lero-lero e esconde eu em algum lugar, por favor.
(Por alguns instantes ele sente que seria melhor não se meter. Se ela estava fugindo deveria haver alguma razão forte, mas ele simplesmente não pode dizer não, não a ela)
_ Vem comigo.
(...)
(Ele a levou para os fundos de sua casa, para um barraco que agora era usado apenas para o depósito de madeira)
_ Brigada, moço. Eu acho que eu divia te explicá umas coisa.
_ Tu podi contá o que tu quisé, mais num tem obrigação não, moça.
_ Eu só num quero que tu tenha medo, que fique pensando que eu sô gente ruim, essas coisa.
_ Num precisa se preocupá.
_ Me sinto muito agradicida, de qualquer jeito, viu?
(...)
_ Num é a primera veiz que eu te vejo, sabia? Eu sempre via tu descendo a ladera... Tu usa uns vestido que parece ser dos tecido mais fino que já existe nesse mundo. Eu acho bonito.
_ É tudo tecido barato, é o que a maioria das moça daqui das redondeza usa..
_ Então vai vê é que tuas beleza é que fazim os tecido parecê mais leve, mais bonito.
_ Assim tu me dexa incabulada.
_Discurpa.. Num quero fartá com os respeito cum tu, não. Só queria que tu soubesse que eu te ajudei porque pra mim tu não era assim tão disconhecida.
_ Num tenho nada pra discurpá, não moço... Eu só tenho mesmo é que agradicê.
(...)
(Ele arruma um espaço no barraco para que ela possa descansar, reúne algumas almofadas e um lençol numa cama improvisada. Ela senta-se na cama e ele vê o joelho dela, machucado).
_ Machucô aí?
_ Um pouco só, é que eu caí enquanto corria.
_ Mior limpá isso aí pra num dá uma infecção.
_ Nem precisa.
_Precisa sim, péra um poco aí que eu já vorto.
(Ele sai e volta com um prato de comida e com adereços para fazer um curativo)
_ Eu trouxe isso daqui prá tu comê. Minha mãe que feiz, mais tu num precisa se preocupá não porque eu peguei na cozinha sem ninguém vê. Come e dispois nóis cuida das tua ferida.
(Ela comeu, e assim que colocou o prato de lado ele aproximou-se da ferida no joelho. Feito o curativo, ele ainda tocou a perna dela, com carinho. Ela não resistiu, e despiu-se para a surpresa dele. E assim os dois deixaram que seus corpos se descobrissem lentamente. Anoitecia, ela adormece e ele ainda sussurra olhando para ela:)
_ É mior mesmo eu num sabê do que tu fugia... Tu veio pra mim e só isso importa.
27.1.06
Brincando de Amarelinha (4)
Posted by Fernanda at 3:43 PM
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2 Comments:
Antes de mais nada, minhas sinceras desculpas pela demora em atualizar...Não é todo dia em que eu me sinto inspirada, o que eh uma pena...
Bjus!
como eu já disse... descanso de novela tinha que ser só aos domingos!
e ainda assim, tem fantástico!!!
hihihi
***esperando momentos melhores para comentar...***
te amo....
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