Já é tarde, mas o sono ainda não veio. Tento ler o meu livro de cabeceira, não consigo. Desisto.
Não me arrico a pensar sobre o que ainda está por vir, não quero fazer previsões, eu sei que o que tiver que ser será e pronto. Limito-me a pensar no tempo que já se foi. Tantas coisas já aconteceram, tantas dores (todas infinitas), tantas paixões (todas eternas), tantas vitórias (que contentaram-nos por tão pouco tempo), tantas derrotas (que nos deixaram um sabor amargo)... Relembrando tudo, misturando o real com o imaginário, colando as minhas histórias às suas, escrevo.
E aqui escrevo minhas lembranças, com meu próprio sentimento de nostalgia, mas não falo apenas de mim, falo de nós. Não que em outro tempo tenha existido um nós, se existir, será daqui para frente. Mas de qualquer forma, existiu você e existi, eu. Então, sempre houve o nós.
Falo de mim, e falando de mim falo de tanta gente... Quem nunca sentiu uma dor? Quem nunca esteve perdido? Quem por vezes não preferiu um anestésico, ou o contrário disso, quem não quiz um dia encarar tudo de frente, com toda a dor que isso pudesse trazer?
Se você um dia amou com loucura, você está naquilo que eu falo.
Se você um dia teve medo, mas não quiz admitir, você é minha personagem.
Se você quiz fugir do vazio, mas não soube para onde correr, você está nos meus textos.
Se você procura a sua força, a cada dia, é para você que eu dedico cada uma das minhas palavras.
A vida passa tão rápido. E nós, que nos sabemos finitos, temos a possibilidade única de refletir sobre o por quê disso tudo. Por vaidade, preferimos acreditar que a vida é eterna. E é este o meu tema, sim, há muita audácia minha nisso, mas eu escrevo sobre pessoas. Pessoas como eu, como você, como o jornaleiro, como a empregada, como o professor...Há algo de comum a todos nós e acredito que isto é oque chamamos consciência, ou mesmo, incerteza.
Não entendeu? Não faz diferença... Pode ser que você saiba mais destas coisas do que eu, e pode ser que você me ensine o que você sabe.
Eu só queria escrever uma história... Uma história bonita, que falasse de amor e de esperança. Uma história que lhe tocasse, que lhe provocasse, que lhe instigasse. É, eu só queria conquistar você.
Eu queria escrever uma história, em que as coisas não fossem fáceis,em que os dias passassem cheios e rápidos. Uma história de batalhas, de mulheres guerreiras, de gente corajosa e inteligente. Uma história em que ao fim do dia, mesmo quando tudo parece estar errado, fosse possível olhar para o céu e perceber-se infinito como ele.
Eu só queria escrever uma história... A história de uma caminhada, mas com a certeza de um final feliz.
Ligia,
Minha conversa com você fez com que eu considerasse a possibilidade de escrever pequenas notas, nos comentários de cada texto. Uma contextualização para que você e outros leitores pudessem entender o que se passa pela minha cabeça quando escrevo estas histórias. Só não vou contar tudo, porque espero perguntas também, rsrs.
Espero que você goste...
Muita sorte neste ano, muita felicidade e seja bem vinda ao "Estive Pensando".
11.1.06
Para Lígia
Posted by Fernanda at 3:19 PM
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